Copenhague em 3 dias: um roteiro a pé para conhecer uma das cidades mais agradáveis da Europa

Minha viagem para Copenhague tinha um objetivo bem diferente das outras que já compartilhei por aqui.
Dessa vez, eu estava na Dinamarca a trabalho.

Entre reuniões e compromissos, consegui separar alguns dias para conhecer a cidade. E, olhando para trás, acho que foi exatamente esse ritmo mais tranquilo que me fez enxergar Copenhague de uma forma diferente.
Sem correria.
Sem tentar conhecer vinte atrações no mesmo dia.
Apenas caminhando.
Aliás, essa é provavelmente a primeira dica que eu daria para quem pretende visitar a cidade.

Copenhague foi feita para ser explorada a pé.

O centro é praticamente todo plano, as calçadas são excelentes, existe muito respeito entre pedestres e ciclistas e as distâncias entre as principais atrações são menores do que parecem no mapa.
No fim da viagem, percebi que caminhar não foi apenas uma forma de economizar tempo ou dinheiro.
Foi justamente caminhando que encontrei pequenas ruas, cafés, lojas e cantinhos que provavelmente teriam passado despercebidos se eu tivesse utilizado transporte o tempo todo.

Dia 1 – Jardins, palácios e o cartão-postal da Dinamarca

Comecei o primeiro dia pelo Jardim Botânico de Copenhague.
Mesmo antes de entrar, já fiquei impressionada. É um daqueles lugares onde o ritmo da cidade parece desacelerar completamente.
Infelizmente não consegui visitar o interior da famosa estufa de vidro. Mesmo assim, apenas observar sua arquitetura pelo lado de fora já valeu completamente a visita.
De lá segui para acompanhar uma tradição que recomendo incluir em qualquer roteiro pela cidade.


A Troca da Guarda no Palácio de Amalienborg.
Muita gente vai direto para o palácio ao meio-dia, mas existe um detalhe interessante.
Os soldados iniciam o desfile às 11h30, saindo do Castelo de Rosenborg, e seguem marchando pelas ruas de Copenhague até chegarem ao Palácio de Amalienborg, onde acontece a cerimônia principal às 12h.
Se você puder acompanhar parte desse trajeto, a experiência fica ainda mais interessante.

Depois da cerimônia aproveitei para caminhar pelos arredores tanto do Castelo de Rosenborg quanto do Palácio de Amalienborg.
As construções são impressionantes e toda a região transmite aquela elegância típica das cidades escandinavas.

Continuando a caminhada, cheguei até um dos símbolos mais famosos da Dinamarca. A estátua da Pequena Sereia.
Confesso que tinha visto muitas pessoas comentando que ela era pequena…E elas estavam certas.
Ela realmente é bem menor do que imaginamos pelas fotografias.
Ainda assim, é um daqueles lugares que fazem parte da história da cidade e acabam entrando naturalmente no roteiro.

Seguindo pela orla, cheguei ao Nyhavn.
Provavelmente o lugar mais fotografado de Copenhague.
As casinhas coloridas, os barcos antigos atracados e os diversos restaurantes criam um ambiente extremamente agradável.
Mesmo que você não queira fazer uma refeição completa, vale a pena parar para tomar um café ou simplesmente sentar por alguns minutos observando o movimento.
Foi um dos lugares onde mais gostei de passar o tempo.

No final da tarde caminhei até a principal região comercial da cidade.
Ali encontrei diversas lojas conhecidas, como Swarovski, H&M e a famosa LEGO Store, parada obrigatória para quem gosta da marca.
Mas a loja que realmente me conquistou foi a Søstrene Grene. Se você gosta de papelaria, decoração, organização e pequenos objetos para casa, prepare-se. É praticamente impossível sair de lá sem comprar alguma coisa. Tudo é muito bonito, bem organizado e com aquele design escandinavo minimalista que conquista logo de cara. Aproveitei também para comprar algumas lembranças da viagem, como ímãs, biscoitos típicos e pequenos presentes. Como já virou tradição em várias das nossas viagens, encerrei o dia almoçando no Hard Rock Cafe Copenhagen.

Dia 2 – Conhecendo o coração político da Dinamarca

O segundo dia começou no Palácio de Christiansborg.
E, se eu pudesse recomendar apenas uma visita interna em Copenhague, provavelmente escolheria essa.
O complexo permite conhecer diferentes áreas históricas.
É possível visitar os antigos estábulos reais, a cozinha histórica e as ruínas preservadas sob o edifício atual.
Cada espaço ajuda a entender um pouco mais da história da Dinamarca.

Depois caminhei até a Church of Our Saviour.
Meu plano era subir até o topo da famosa torre em espiral, uma das vistas mais bonitas da cidade
Infelizmente, naquele dia o acesso estava fechado por causa das condições climáticas. Foi uma pequena frustração, mas faz parte de viajar.
Às vezes nem tudo acontece como planejamos.

No período da tarde retornei ao Palácio de Christiansborg, desta vez para fazer a visita guiada pelos salões internos.
Foi, sem dúvida, uma das experiências mais interessantes da viagem.
Pouca gente sabe, mas o Christiansborg é o único edifício do mundo que abriga simultaneamente os três poderes de um país: Parlamento, Gabinete do Primeiro-Ministro e Suprema Corte. Além disso, parte do palácio continua sendo utilizada pela Família Real Dinamarquesa em cerimônias oficiais.
Durante a visita conhecemos diversas salas históricas, incluindo o impressionante salão utilizado para recepções e banquetes da realeza.
Mesmo para quem normalmente não visita palácios, essa experiência vale muito a pena.

Dia 3 – Uma noite inesquecível no Tivoli Gardens

Meu terceiro dia em Copenhague foi um pouco diferente.
Como estava na cidade a trabalho, passei boa parte do dia em reuniões. À noite, porém, tivemos um jantar da empresa em um dos lugares mais famosos da Dinamarca: o Tivoli Gardens.
Mesmo que você nunca tenha pesquisado sobre Copenhague, provavelmente já viu alguma foto do parque sem saber.
O Tivoli Gardens foi inaugurado em 1843 e é o segundo parque de diversões mais antigo do mundo ainda em funcionamento.
Mas o que mais me chamou atenção foi descobrir outra curiosidade.
O parque serviu de inspiração para Walt Disney durante o desenvolvimento da primeira Disneyland, na Califórnia. Muito da organização, do cuidado com os jardins e até do conceito da rua principal nasceu das visitas que Disney fez ao Tivoli.
Só essa história já faz a visita valer a pena.
O parque cobra ingresso para entrada e, caso você queira aproveitar os brinquedos, existe um ingresso adicional para as atrações.
Mesmo sem ir em nenhuma delas, adorei conhecer o Tivoli.
Os jardins são muito bem cuidados, a iluminação à noite deixa tudo ainda mais bonito e caminhar pelo parque já é um passeio por si só.
Se você gosta de parques de diversão, vale reservar algumas horas para conhecer as atrações.
Mas mesmo quem não pretende brincar pode incluir o Tivoli no roteiro apenas para passear, jantar ou tomar um café.
Foi exatamente o que fizemos, e foi uma forma muito especial de encerrar minha passagem por Copenhague.

Vale a pena visitar Christiania?

Se você gosta de conhecer lugares que fogem completamente do roteiro tradicional, existe uma atração que costuma dividir opiniões: a Cidade Livre de Christiania.
Criada em 1971, Christiania nasceu quando um grupo de hippies e ativistas ocupou uma antiga área militar abandonada.
Com o tempo, o local se transformou em uma comunidade autogerida, com regras próprias, bandeira, estilo de vida alternativo e uma identidade muito diferente do restante da cidade.
Hoje, Christiania continua sendo um dos lugares mais curiosos de Copenhague.
É comum encontrar murais de arte urbana, construções bastante diferentes, cafés independentes e um clima descontraído.
Ao mesmo tempo, é importante lembrar que existem regras específicas para visitantes.
Em algumas áreas não é permitido fotografar, e o respeito aos moradores é essencial.
Não cheguei a incluir Christiania no nosso roteiro, mas acredito que seja uma ótima opção para quem já conhece os principais pontos turísticos ou gosta de explorar lugares menos convencionais durante as viagens.

Quantos dias ficar em Copenhague?

Depois da experiência que tivemos, acredito que três ou quatro dias são suficientes para conhecer muito bem a cidade.
A maior parte das atrações fica relativamente próxima umas das outras e pode ser visitada caminhando, o que reduz bastante o tempo gasto com deslocamentos.
Esse foi um dos aspectos que mais gostei em Copenhague. Em muitos momentos eu simplesmente escolhia uma direção e começava a andar.
Pouco tempo depois já encontrava um parque, um canal, uma praça ou algum prédio histórico.
É uma cidade muito agradável para quem gosta de descobrir os lugares sem tanta pressa.
Caso você tenha mais dias disponíveis, vale a pena pesquisar atrações que ficam um pouco mais afastadas do centro, além de castelos e cidades próximas que podem ser visitados em bate-volta.

Compras em Copenhague

Quem gosta de fazer compras durante as viagens também encontra boas opções no centro da cidade.
Além das lojas tradicionais, como H&M, Swarovski e a LEGO Store, existe uma loja que merece um destaque especial.
A Søstrene Grene foi, sem dúvida, uma das minhas descobertas favoritas. É aquele tipo de loja onde você entra apenas para conhecer e acaba querendo levar metade da loja embora.
Você encontra artigos de papelaria, decoração, organização, utensílios domésticos, presentes e muitos objetos com o estilo escandinavo de design. Se tiver um espacinho sobrando na mala, vale a visita.
Também aproveitei para comprar alguns souvenirs típicos, como ímãs de geladeira, biscoitos amanteigados e pequenos presentes para levar para casa.

Vale a pena conhecer Copenhague?

Antes dessa viagem, eu enxergava Copenhague apenas como mais uma capital europeia.
Depois de alguns dias caminhando por suas ruas, minha impressão mudou completamente.
É uma cidade extremamente organizada, segura, limpa e muito fácil de explorar.
Mas o que mais me marcou foi a tranquilidade.
Mesmo sendo uma capital, Copenhague transmite uma sensação de calma difícil de explicar.
As pessoas caminham sem pressa. As bicicletas fazem parte da paisagem. Os parques estão sempre cheios de moradores aproveitando o dia.
E a cidade parece ter encontrado um equilíbrio entre modernidade, história e qualidade de vida.
Talvez por isso tenha sido um dos lugares onde mais gostei simplesmente de caminhar.
Sem um destino específico. Sem olhar o relógio. Apenas observando a cidade acontecer.

Está justamente nos pequenos momentos entre um passeio e outro.
Na caminhada sem rumo.
No café que aparece no meio do caminho.
No canal onde você resolve parar por alguns minutos.
E é exatamente nesses momentos que Copenhague conquista quem a visita.

Algumas dicas antes da viagem

Nem tudo são flores em Copenhague.
A cidade é maravilhosa, organizada e extremamente agradável para caminhar, mas também é uma das capitais mais caras que já visitei.
Então, já vá preparado psicologicamente — e financeiramente.
Separe um bom orçamento em coroas dinamarquesas (DKK), porque praticamente tudo custa mais do que estamos acostumados no Brasil.
Um simples café, uma garrafa de água ou um lanche rápido podem surpreender quando a conta chega.
A boa notícia é que praticamente todos os estabelecimentos aceitam cartão, inclusive para compras de valores muito baixos.
Outra opção interessante para quem quer economizar tempo durante os passeios é utilizar os patinetes elétricos, que estão espalhados por praticamente toda a cidade.
Eu acabei fazendo quase todos os deslocamentos a pé, mas vimos muitas pessoas utilizando os patinetes para percorrer distâncias um pouco maiores entre uma atração e outra.

Uma das coisas que mais me encantou em Copenhague foi observar como os moradores vivem a cidade.
Durante os passeios pelos parques era muito comum encontrar famílias fazendo piqueniques, crianças brincando livremente e pais aproveitando o tempo ao ar livre com os filhos.
Outro detalhe que chama atenção é a quantidade de bicicletas. Elas realmente fazem parte da rotina dos dinamarqueses.
Mesmo em dias frios ou chuvosos, é impressionante ver as ciclovias completamente movimentadas, com pessoas indo para o trabalho, levando crianças para a escola ou simplesmente passeando pela cidade.

São esses pequenos momentos do cotidiano que acabam mostrando por que Copenhague aparece com tanta frequência entre as cidades com melhor qualidade de vida do mundo.

Onde me hospedei

Me hospedei no Tivoli Hotel, localizado bem próximo ao Tivoli Gardens.
Foi outro hotel que nos surpreendeu positivamente.
Os quartos são muito confortáveis e o café da manhã merece destaque. A variedade é enorme, com diversas opções de pães, frutas, pratos quentes, doces e bebidas, perfeito para começar um dia inteiro de passeios.
Independentemente da escolha, percebemos que Copenhague possui uma excelente estrutura hoteleira. A decisão acaba dependendo mais da região que você pretende explorar e do orçamento disponível.

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